quarta-feira, 29 de maio de 2013

Drogas, combater ou enfrentar?

Combate às drogas no Amazonas precisa de política com gestão e campanhas preventivas sistemáticas. Na opinião do psicanalista Aluney Elferr, é necessário popularizar as informações em torno das drogas e criar uma política estadual que agrupe as ações já praticadas individualmente O estudo feito em 2009 pelo Instituto NAF Brasil dá ideia da gravidade do assunto, levando em conta apenas a cidade de Manaus. 


Aluney Elferr chama a atenção para o crescimento da população e acredita que o assunto deve transcender as estatísticas e avançar para uma definição clara de uma política estadual para drogas.“ Toda discussão sobre drogas no Amazonas é feita no 3º e 4º escalão. 

Muitos estados brasileiros já tem Secretarias de Política sobre Drogas. Nós somos praticamente um portão de entrada destas substâncias no Brasil que é vizinho dos maiores produtores de droga. É necessário criar uma política para organizar todas as ações que são feitas atualmente e fazer campanhas preventivas sistemáticas. 

É importantíssimo popularizar as informações sobre as drogas, para que elas cheguem tanto para o moço rico quanto para o moço pobre”, reforça Aluney. O especialista acredita que, a exemplo do que acontece com outras doenças, como as DST’s e AIDS, é preciso que as informações sejam massificadas nos postos de saúde, nos hospitais, em todos os locais em que existam pessoas precisando de ajuda. “ O potencial hoje da droga é muito pior do que há 10 anos e buscar na substância um refúgio para os problemas acaba sendo o caminho de muita gente”, afirma.Ao contrário do que acontece em muitos países que inclusive já descriminalizaram o uso da droga, o Brasil é um continente, argumenta o psicanalista. 

Aqui, cada região possui suas peculiaridades e isso não é diferente com o consumo da droga. Um exemplo que ele dá é o daqui mesmo de Manaus. A droga mais consumida na cidade é a pasta base, ao contrário do que acontece em cidades do sul e sudeste do país. "Lá, a pasta base praticamente não entra porque é porcaria," afirma Aluney. O usuário de droga também segue uma escalada durante sua trajetória convivendo com o vício. Ele geralmente parte das drogas mais leves em busca de outras com maior poder e que obtém uma resposta mais rápida do organismo. No estudo do NAF feito em 2009 , ainda não figuravam o crack e o oxi, drogas que são mais baratas e mais potentes.

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